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The Big Stupid Review

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Introduction to Jim Chaffee's Studies in Mathematical Pornography by Tom Bradley
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The Satyricon of Petronius Arbiter Volume 2 Translation by W. C. Firebaugh
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The Satyricon of Petronius Arbiter Volume 1 Translation by W. C. Firebaugh
10-01-2012
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01-07-2012
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A Boneca - Parte 2

Por Natalia Emery Trindade

Quando a filha saltou do carro, e desapareceu atrás do portão do colégio, a mãe sentiu um alívio. Um frescor de vento entrou pela janela do carro e tocou seu rosto suavemente. Ah! Ela tinha cinco horas…. Cinco horas para si.

Voltou para casa. Não fez nada do que tinha que fazer. Não foi ao supermercado, não buscou as roupas no tintureiro, não lavou roupa, não preparou o almoço. Sentou-se no sofá da sala e usufruiu da solidão. Olhando para a parede sem olhar, ficou sentindo a brisa leve que entrava pela janela aberta, e o leve rumor dos pássaros no jardim.

De repente, quando deu por si, já estava atrasada! Chegou ao colégio, e viu a filha enconstada contra o muro, esperando sozinha sob o sol quente. Os portões já tinham fechado, carros e alunos já haviam desaparecido. A filha entrou no carro. Gotas de suor salpicavam sua testa pequena. Voltaram para casa, em silêncio.

- Vai lavar as mãos, ordenou a mãe.

A filha deixou a mochila no quarto e executou a ordem. Voltou para a cozinha e encontrou a mãe preparando uma sopa instantânea. A filha abraçou o cachorro. Seus olhos tristes de cão pareciam duas ameixas murchas. Ele partilhava a tristeza com ela. Era seu melhor e único amigo.

- Ah! Agora você sujou as mãos outra vez, gritou a mãe. Você é burra? Vai já lavar as mãos novamente!

aranha

A filha desapareceu dentro de casa. Uma tristeza absoluta acompanhava cada um de seus passos. Sentia a dor achatada e sólida sob a planta de seus pés. Culpa! Culpa! Culpa! Por que não esperara para tocar no cachorro depois do almoço??? Por que sempre fazia coisas que desagradavam à mãe? Por que tinha que ser tão burra? Nunca poderia ser a filha que a mãe desejava. Lavou as mãos novamente e chorou na frente do espelho do banheiro. Secou a face presa e voltou para a cozinha. A mãe servia a sopa em um prato fundo.

- Você não vai comer? perguntou a boneca, ao ver apenas um prato.

- Não.

Notou, então, que a mãe chorava. Isso a encheu ainda mais de tristeza. Por que ela sempre fazia a mãe chorar? Se ao menos não tivesse tocado no cachorro! Como se arrependia de ter tocado no cachorro! Por que era tão burra? E por que o cachorro tinha que ter aqueles olhos tristes de ameixa enrugada? Olhou para ele, e sentiu raiva do cão, que tanto amava. Era seu melhor amigo, mas agora sentia um ódio profundo. Aproximou-se dele lentamente, e pisou em cima de sua pata adormecida, com o lustrado sapato do colégio. O cão deu um grito e saiu da cozinha.

A mãe virou-se, feroz:

- O que você fez contra ele?

- Nada.

- Não minta para mim! Eu sei que você fez alguma coisa! Por que ele gritou? Hein? O que você fez? Responda, sua boneca feia!

- Não fiz nada, mãe. Juro por Deus.

A mãe largou a concha de sopa dentro da panela e agarrou os fios de nylon, que saíam da cabeça da boneca.

- Não minta para mim, menina! Não minta para sua mãe!

A filha começou a chorar. A mãe largou o cabelo e enfiou as unhas na orelha infantil, que torceu como se contorce uma massa de borracha derretida. E foi levando a filha assim, sustentada pela orelha, para dentro de casa. A filha elevava o corpo, fazendo pés de bailarina, para aliviar o peso do corpo pendurado pela orelha.

A mãe abriu a porta do calabouço e jogou a boneca lá dentro.

- De castigo, sem almoço. Não quero ver você na minha frente a tarde toda! Quero que você escreva 100 vezes nesta folha: Não devo mentir.

Bateu a porta com força, e trancou-a com chave.